Vi o futuro. E isso não é um dom sobrenatural
- Antônio Pedro Porto
- 24 de fev.
- 3 min de leitura
Espetáculo brilhante revelou o futuro da agência La Fourmi, que sempre soube onde quer chegar e agora já tem uma referência para perceber quando chegar.

Semana passada caminhei pela Av. Paulista, era um dia comum, de muito calor, mas com uma noite de ventos frescos e sem chuvas à noite. O destino era algo comum em minha vida, fui assistir a uma peça de teatro como faço, pelo menos, uma vez a cada duas semanas. E foi durante esse programa tão comum e corriqueiro na minha vida que eu tive uma visão clara do futuro. Mais precisamente do futuro da “La Fourmi”.
Para quem ainda não sabe, depois de 15 anos de experiência em práticas e projetos de marketing voltado para resultados comerciais eu resolvi explorar algumas oportunidades na área cultural, um mercado que eu amo, mas que, até então, eu só participava sentado na plateia. Desde então dois anos se passaram e eu sigo tentando entender como será o futuro da agência de fomento cultural La Fourmi. Ontem eu encontrei essa resposta.

A peça... peça, não. espetáculo que assisti foi “Avenida Paulista: Da consolação ao Paraíso”, um musical com pouca dança, mas muito bem encenado, com 180 minutos de duração, muitos atores, músicos ao vivo, cenário incrível, luzes vibrantes, atuações marcantes e momentos inesquecíveis. Mesmo com o privilégio de ir ao teatro com uma frequência muito maior do que a maioria das pessoas, graças ao meu trabalho, eu posso garantir que nunca vi um espetáculo tão impecável.
Ver o futuro parece falar de coisas sobrenaturais, mas, na verdade, é só uma questão de admiração. Eu enxerguei semana passada, nesse espetáculo, um trabalho tão bem-feito, que a partir de hoje se tornou o meu “objetivo de projeto ideal”. Desde o trabalho de produção, feito pelo Produtor Luque Daltrozo, que passa por reunir uma equipe genial e capaz de um projeto tão grande, convencer o teatro a segurar uma temporada longa, viabilizar economicamente um espetáculo gratuito para o público, até o trabalho de direção, realizado pelo Diretor Felipe Hirsch, que conseguiu organizar dezenas de cenas e atos, com muitos atores e fazer aquilo tudo ter sentido.
A peça que fala sobre a Av. Paulista, é encenada na Av. Paulista e, de tão boa, depois de suas três horas de duração, quando você sai do teatro e volta a caminhar pela avenida, a impressão é que você ainda está dentro da peça.

Esse é o futuro da La Fourmi, virou nossa referência de qualidade. Eu saberei que a La Fourmi é uma grande agência de fomento cultural, quando tivermos capacidade operacional de viabilizar um espetáculo tão impecável quanto esse. E aqui, veja bem, não estamos falando de Broadway, não estamos falando de musicais gigantescos que giram o mundo com suas versões regionais, estou falando de um espetáculo maravilhoso, local, com time de primeira e recursos disponíveis no nosso meio. Isso é ser gigante, porque isso é fazer bem-feito.
Por fim, sei que La Fourmi ainda somos uma pequena formiguinha e estamos um pouco distantes de algo assim, mas quando formos um grande formigueiro, será essa a nossa prova. Como disse o diretor Felipe Hirsch em uma publicação em suas redes sociais, esse é o 50º espetáculo de sua carreira. Essa informação me deu uma certeza: Grandes projetos não são executados em um cronograma, são o resultado do acúmulo de trabalho e experiência de uma vida inteira.
Viva o teatro brasileiro! VIVA!

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